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06 / maio
ACHO QUE SOU NINFOMANÍACA #SOSdanna

Oi gente, tudo bem? Hoje teremos mais uma versão de SOS DANNA aqui no blog, como vcs já viram, as histórias contendo um conteúdo mais “pesado” não podem mais aparecer no Youtube. É por esse motivo que estou contando as histórias aqui no blog!

“Oi Danna! Eu não sei como falar sobre isso mas vou tentar explicar direitinho…
Bom, eu como toda adolescente tive minha puberdade. Até aí tudo normal. Mas aí rola aquela curiosidade, e eu tinha a minha. Sempre fui uma garota muito vaidosa, de muitas amizades, de muitos namorados. E acho que isso acabou contribuindo para que eu perdesse minha virgindade tão cedo. Depois que perdi a virgindade, não conseguia parar de pensar naquela sensação, e foi ai que começou minha compulsão por sexo. Depois da primeira, veio a segunda, a terceira, e nisso estou até hoje tentando me livrar disso, e por todo esse tempo eu tentei negar pra mim mesma… mas agora eu vejo que talvez eu seja uma ninfomaníaca, e isso tá afetando demais minha vida social, amorosa e pessoal. Eu gostaria muito de ouvir sua opinião sobre isso, ouvir um conselho seu pois eu não consigo falar sobre isso com ninguém. Obrigada pela atenção.”

Respondendo…

Então, de fato você já sentiu que há algo de diferente em você, no seu corpo, e a compulsão por sexo existe. É bem provável que você esteja certa. Pelo que eu conheço sobre o assunto, a “ninfomania” está diretamente relacionada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e também ligada à depressão. Eu sugiro que você busque ajuda logo, porque quanto mais velha você ficar sem tratar esse problema, pode ser que fique ainda pior. Muitas vezes as pessoas tem até vergonha de buscar tratamento, por ser um assunto que envolve sexo, e é normal que você tenha vergonha (mesmo não precisando ter, pois você não escolheu passar por isso). De uma coisa eu tenho certeza: tratamento existe, e os próprios anti depressivos podem te ajudar a diminuir a libido e a compulsão por querer se masturbar toda a hora. Converse com um psiquiatra, mas não esqueça que é necessário fazer terapia contínua com um psicólogo (em alguns casos o psiquiatra também é terapeuta, aí é até mais fácil). Enfim, tenho certeza que vai dar tudo certo, e o tempo cura todos os nossos problemas, sempre fazendo a gente conhecer mais a nós mesmos :)


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19 / abr
SOS DANNA: vamos ter aqui no blog!

Oi gente, tudo bem? Como estava tendo alguns problemas em publicar sobre certos assuntos diretamente no youtube (com todos os problemas que estão acontecendo na plataforma) vou começar ajudar vocês por aqui. O SOS Danna é um quadro que sempre deu certo, mas que eu quero trazer as histórias mais chocantes pra cá, já que o Youtube anda censurando tudo ultimamente. Como não quero me desfazer do blog, e tenho conteúdos que não quero apagar nunca, será que conseguimos manter ele atualizado juntos?

“Oi Danna…  bom, vou tentar resumir tudo: tenho 15 anos e estava olhando alguns vídeos, e encontrei o SOS Danna, e senti como se pudesse pedir sua ajuda.

Meus pais se separaram em 2008. Meu pai quase cortou a garganta dá minha mãe na minha frente e na frente do meu irmão. A partir daí, viemos morar com minha avó, porém, sempre gostei muito do meu pai e sentia falta da presença dele. Algumas vezes fui na casa que ele morava, porque era dia de ver ele (mesmo que minha mãe odiasse que eu ficasse sozinha com ele). Muitas dessas vezes ele “brincava” comigo, fazendo eu vestir certas roupas e dançar pra ele. E como eu era muito pequena nunca vi problema.

Isso se estendeu por muito tempo. Depois disso eu fiquei com certas “memórias” que não sei se seria verdade. Vejo ele nu andando pela sala, e eu meio zonza, deitada, e depois apago.  Não sei se isso realmente aconteceu. Depois de muito tempo voltei a ver ele e sair novamente. Ele deixava eu beber e até incentivava. Mas ele também me elogiava de um certo jeito, me chamando de “minha bandida”, “gostosa”, reparava meus seios e bumbum… Eu com o tempo comecei a levar isso como algo normal, até que na sétima série fui pra outra escola, e lá alguns garotos começaram a passar a mão em mim,  juntavam comigo, e por baixo dá mesa passavam a mão (eu nunca falei nada, porque meu pai fazia isso)

 Em um desses dias um garoto me agrediu, me enforcou e me chamou de todos os xingamentos que você pode imaginar, minha mãe foi chamada na escola e lá disseram que ele me agrediu por eu ter mandado um ” nudez ” pra alguém, mas era mentira e sai como a errada. Pulando para hoje em dia.. me sinto totalmente insegura, me sinto um lixo, tem dias que me olho no espelho e realmente vejo uma “puta ” , não faço nada quando mexem comigo, só me sinto cada dia mais lixo, desde meus 12 anos ouço pessoas me chamarem de vagabunda, puta, por garotos que dei um fora e até hoje isso me persegue. Semana passada apanhei na escola por um garoto gostar de mim e a garota que gosta dele ficar sabendo, sou nova na escola, é meu primeiro ano no colegial e já sou conhecida novamente como vagabunda, como a garota que trai o namorado.. Pfvr Danna, me ajuda, estou pensando seriamente em me matar. 

PS: Não sei bem se isso que meu pai fez é um abuso. É meio estranho pensar que eu fui abusada e acho normal, talvez pq todos dá minha família falam que só é abusada ou estuprada quem “procura”.. Sou muito confusa sobre isso.” 

 

Respondendo…

Sim, o que o seu pai fez com você é abuso sim. Ele te estuprou, e provavelmente estava te dando algum entorpecente pra que você apagasse sem lembrar de nada (assim ele não correria o risco de ser pego). Esses apelidos que ele te chamava, como “bandida”, “gostosa”, não são elogios que um pai normal dê pra uma filha, não é algo comum… Aí você já vê que tem problema envolvido. Não sei se alguém de fora percebeu essa atitude dele em relação à você, mas provavelmente se tivesse descoberto ele teria dado um jeito driblar a pessoa (como todos os abusadores fazem numa tentativa desesperada de tirar o seu c* da reta).

O que o seu pai fez foi abuso sim, foi estupro. Talvez você já tenha sido tão abusada na sua vida, que ver situações assim fazem pensar que abuso não existe. “Estuprada é só quem procura”? Não, isso não existe. TUDO que você fizer contra sua vontade, é considerado ABUSO. E você deve SIM procurar ajuda (no conselho tutelar, por ainda ser menor de idade). O próprio conselho tutelar vai te dizer a maneira certa de tratar esse problema.

Outra coisa que é muito importante: procure um terapeuta com urgência. A vontade de cometer suicídio é algo muito sério, e que se não for tratada com a devida importância, pode não ter volta. Se você não tem como pagar um terapeuta, nesse link AQUI você encontra uma lista de locais onde você pode procurar por profissionais de saúde mental mais próxima de você. Também tem o CVV, que é o Centro de Valorização da Vida, é só ligar pro número 141, e sempre tem pessoas dispostas a te ajudar. Não fique sem procurar ajuda, nunca!

Enfim, espero ter ajudado, sempre lembrando que devemos DENUNCIAR todo e qualquer caso de abuso/estupro/pedofilia que sabemos, pra que o agressor nunca saia impune da situação, como acontece na maior parte das vezes.

Não deixa se se inscrever lá no canal, e acompanhar o SOS DANNA por aqui também!
youtube.com/SheIsDanna ♥


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19 / jan
Virou tendência ser BURRO (desabafo)

Eu tô frustrada com o mundo. Parece que aqui não é o meu lugar, sabe? Às vezes me pergunto de que planeta vim, porque certamente, não fui projetada pra suportar tanta gente insensível e sem coração. Todo mundo aqui sabe o quanto eu me esforço, quanto eu me envolvo em problemas que não são nem meus, só pra tentar ajudar. Todos sabem ou acho que sabem que quero o melhor dos animais, principalmente, porque eles são os seres mais oprimidos dessa Terra. Faço parte de grupos e sociedades vegetarianas e veganas, e tento ao máximo defender os que são mais fracos e nunca tiveram voz. E parece que a cada dia a nossa luta por esses seres é mais inútil. A nossa vontade de querer mudar o mundo, de ajudar os oprimidos, virou piada entre reacionários – e olha, se tem um tipo de pessoa que anda me deixando com nojo, é gente reaça. Não gosto muito de falar sobre posicionamento político num meio onde faço meu trabalho, mas ultimamente, eu me obrigo. Me obrigo, porque como MULHER, e como feminista, tenho o dever de defender “as minhas”. Eu fico triste com tanta mulher que tem por aí reproduzindo discurso machista, tirando de si mesma todo e qualquer valor, alegando que opressão só existe por quem quer ser oprimida. Tô cansada de sempre ver mulheres falando isso, sabe? Poxa, pegar um livro de história não vai fazer a mão cair. Eu tive o desprazer de conversar com uma mulher negra, pobre de direita, falando que racismo não existe, e que adotar uma criança na áfrica é errado (porque quem fizer isso e receber críticas, é porque “pediu pra levar”). É aí que eu me pergunto: como pode? Negros que reproduzem o racismo? Mulher que reproduz machismo? Será que aterrizei no planeta errado?

Hoje em dia é tendência ser burro. É tendência ser influenciável, sem saber o que acontece por trás das emissoras de televisão, sem saber como rola dinheiro pra que sua opinião seja facilmente comprada. Não só em questões políticas, mas vocês já perceberam como a mídia não faz nada pelos animais? Em geral, emanam uma ideia de que maus tratos só são maus tratos quando falamos de cachorro, gato, animais domésticos em geral, que somos educados a amar desde a infância. Por que ninguém fala sobre a indústria da carne? Dos testes em animais? Da exploração em circos? Da tortura que é a industria de ovos? Da crueldade da indústria do leite? Sobre abate? Ninguém quer falar sobre algo que sai da zona de conforto. Quem aí do outro lado tá afim de ver como uma vaca é morta pra chegar no seu prato? “Opa… É melhor não falar sobre isso, porque é cruel. Acho que vou fechar meus olhos, tapar meus ouvidos, e cantarolar uma música… Assim não sentirei nada e continuarei contribuindo pra que a indústria continue seu trabalho, lucrando e matando. É mais confortável pra mim”. É isso que a maioria pensa. Ou deixa de pensar, porque se estivesse pensando, estaria FAZENDO ALGO.

Eu devo parecer muito chata pra alguns. Ou pra muitos. Eu devo ser a pessoa mais chata que você conhece no facebook. Mas me desculpa, eu não consigo ficar quieta quando vejo alguém mais fraco precisando da minha ajuda – EU, que tenho voz pra falar por eles  – não vou ficar quieta. E isso serve pra qualquer tipo de opressão, seja com os animais, com as mulheres, com os LGBT’s, com os negros, e o que precisar ser falado. Quero estar lá pra fazer minha parte e ajudar a mudar o mundo. Eu tô aqui pra militar, sim. E se achar ruim, pode me virar as costas, porque eu nunca precisei de gente acomodada perto de mim. Todos que vieram pra ficar na minha vida, me aceitaram assim: sentimental demais, e sempre buscando justiça.

Hoje senti que foi a gota d’água. Entrei numa discussão com uma pessoa tão fria, e realmente vi que ainda tem muita gente que pensa dessa forma. Afirmou que os animais estão aqui para nos servir e para serem escravizados SIM, que devem ser tratados como propriedade, e vendidos como produto, e que dependia do humano proprietário fazer o que quisesse com sua mercadoria. O que pensar de um “ser humano” com esse pensamento? Falta de estudo? Falta de evolução interior? Falta de amor em casa? Acho que um ser assim nunca recebeu amor o suficiente. É do tipo que adoraria pegar uma ninhada de gatinhos, colocar num saco cheio de pedras e jogar num rio (…pasmem, eu cresci no meio de pessoas que faziam isso e davam risada dos gatos se afogando). Acho que no meu peito tem tanta revolta, tem tanta raiva dessas pessoas, que no fundo, eles só estão rindo de nós, que nos preocupamos demais com o próximo. Estão rindo da gente, e nos chamando de fracos, por sentirmos amor pelos outros, e em sentir necessidade de ajudar quem precisa. Por que eles ajudariam alguém, se o legal da vida é escravizar e maltratar? Então, se sentir amor é sinônimo de fraqueza, eu quero ser fraca. Quero ser fraca pelo resto da minha vida.

Foto do terceiro passarinho que já caiu na minha sacada desde que fui morar com o Cassiel, estamos cuidando dele até que aprenda a voar ❤


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06 / jan
Página no Facebook pede Legalização do Estupro

Quando achamos que vimos de tudo, a internet nos surpreende.
Pensando bem, a internet não tem culpa de existir tanta gente maluca no mundo usufruindo dela. Essa semana tive o desprazer de me deparar com inúmeras páginas que me deixaram atordoada: uma delas era no Instagram. Um usuário (provavelmente já conhecido, pelo jeito) como Eat My Load, fez postagens de vídeos e fotos de crianças sendo abusadas sexualmente, de formas brutais e horrendas. Também haviam vídeos de crianças sendo forçadas a se relacionarem sexualmente entre elas mesmas, e tudo isso nesse perfil do Instagram, aberto ao público.

Uns dois dias depois, vi que começaram a publicar pedidos de socorro em grupos do Facebook, solicitando que os membros do grupo denunciassem um blog chamado Reis do Camarote. No blog haviam vários tutoriais de como estuprar mulheres, explicando o motivo do sexo feminino ser inferior ao masculino, afirmando convictamente que mulheres são apenas pedaços de carne utilizadas para trazer o homem à vida. Lá constavam tutoriais de como dopar e estuprar uma mulher, bem como outras aberrações sustentadas por uma ideologia completamente doentia, indicando aos homens como fazer uma “penetração corretiva“. Felizmente, depois de tantas denúncias, a Justiça Federal apreendeu o servidor do blog, mas pelo jeito esses usuários ainda estão tomando força entre si e criando novas publicações. A última delas foi no Facebook: uma página criada, pedindo a Legalização do Estupro, e de cara lançando uma “campanha” ameaçando a youtuber Kéfera Buchmann.

Fiz esse post com a esperança que mais pessoas vejam o quanto é importante denunciar esse tipo de crime para a Polícia Federal. A maior parte das pessoas apenas reportam a página ao Facebook, e isso infelizmente não aprofunda nenhum tipo de investigação. Para denunciar corretamente crimes de ódio e semelhantes na internet, é preciso entrar no site da Polícia Federal clicando aqui e enviando o link da página a ser denunciada.

Infelizmente, sabemos que estamos num mundo imerso de pessoas sujas, e que talvez isso nunca mude. O que podemos fazer é denunciar do jeito certo e esperar que alguém de bom senso investigue o caso de verdade, e torcer pra que esses doentes sejam retirados do convívio das outras pessoas e da sociedade.


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