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10 / nov
DESABAFO: Cansada do mundo, falsos cristãos, e porque mudei!

Oi gente! Hoje trouxe pra vocês um pequeno desabafo meu, sobre como as coisas estão no mundo, como eu mudei como pessoa, e especialmente, falando sobre falsos cristãos. 


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19 / jan
Virou tendência ser BURRO (desabafo)

Eu tô frustrada com o mundo. Parece que aqui não é o meu lugar, sabe? Às vezes me pergunto de que planeta vim, porque certamente, não fui projetada pra suportar tanta gente insensível e sem coração. Todo mundo aqui sabe o quanto eu me esforço, quanto eu me envolvo em problemas que não são nem meus, só pra tentar ajudar. Todos sabem ou acho que sabem que quero o melhor dos animais, principalmente, porque eles são os seres mais oprimidos dessa Terra. Faço parte de grupos e sociedades vegetarianas e veganas, e tento ao máximo defender os que são mais fracos e nunca tiveram voz. E parece que a cada dia a nossa luta por esses seres é mais inútil. A nossa vontade de querer mudar o mundo, de ajudar os oprimidos, virou piada entre reacionários – e olha, se tem um tipo de pessoa que anda me deixando com nojo, é gente reaça. Não gosto muito de falar sobre posicionamento político num meio onde faço meu trabalho, mas ultimamente, eu me obrigo. Me obrigo, porque como MULHER, e como feminista, tenho o dever de defender “as minhas”. Eu fico triste com tanta mulher que tem por aí reproduzindo discurso machista, tirando de si mesma todo e qualquer valor, alegando que opressão só existe por quem quer ser oprimida. Tô cansada de sempre ver mulheres falando isso, sabe? Poxa, pegar um livro de história não vai fazer a mão cair. Eu tive o desprazer de conversar com uma mulher negra, pobre de direita, falando que racismo não existe, e que adotar uma criança na áfrica é errado (porque quem fizer isso e receber críticas, é porque “pediu pra levar”). É aí que eu me pergunto: como pode? Negros que reproduzem o racismo? Mulher que reproduz machismo? Será que aterrizei no planeta errado?

Hoje em dia é tendência ser burro. É tendência ser influenciável, sem saber o que acontece por trás das emissoras de televisão, sem saber como rola dinheiro pra que sua opinião seja facilmente comprada. Não só em questões políticas, mas vocês já perceberam como a mídia não faz nada pelos animais? Em geral, emanam uma ideia de que maus tratos só são maus tratos quando falamos de cachorro, gato, animais domésticos em geral, que somos educados a amar desde a infância. Por que ninguém fala sobre a indústria da carne? Dos testes em animais? Da exploração em circos? Da tortura que é a industria de ovos? Da crueldade da indústria do leite? Sobre abate? Ninguém quer falar sobre algo que sai da zona de conforto. Quem aí do outro lado tá afim de ver como uma vaca é morta pra chegar no seu prato? “Opa… É melhor não falar sobre isso, porque é cruel. Acho que vou fechar meus olhos, tapar meus ouvidos, e cantarolar uma música… Assim não sentirei nada e continuarei contribuindo pra que a indústria continue seu trabalho, lucrando e matando. É mais confortável pra mim”. É isso que a maioria pensa. Ou deixa de pensar, porque se estivesse pensando, estaria FAZENDO ALGO.

Eu devo parecer muito chata pra alguns. Ou pra muitos. Eu devo ser a pessoa mais chata que você conhece no facebook. Mas me desculpa, eu não consigo ficar quieta quando vejo alguém mais fraco precisando da minha ajuda – EU, que tenho voz pra falar por eles  – não vou ficar quieta. E isso serve pra qualquer tipo de opressão, seja com os animais, com as mulheres, com os LGBT’s, com os negros, e o que precisar ser falado. Quero estar lá pra fazer minha parte e ajudar a mudar o mundo. Eu tô aqui pra militar, sim. E se achar ruim, pode me virar as costas, porque eu nunca precisei de gente acomodada perto de mim. Todos que vieram pra ficar na minha vida, me aceitaram assim: sentimental demais, e sempre buscando justiça.

Hoje senti que foi a gota d’água. Entrei numa discussão com uma pessoa tão fria, e realmente vi que ainda tem muita gente que pensa dessa forma. Afirmou que os animais estão aqui para nos servir e para serem escravizados SIM, que devem ser tratados como propriedade, e vendidos como produto, e que dependia do humano proprietário fazer o que quisesse com sua mercadoria. O que pensar de um “ser humano” com esse pensamento? Falta de estudo? Falta de evolução interior? Falta de amor em casa? Acho que um ser assim nunca recebeu amor o suficiente. É do tipo que adoraria pegar uma ninhada de gatinhos, colocar num saco cheio de pedras e jogar num rio (…pasmem, eu cresci no meio de pessoas que faziam isso e davam risada dos gatos se afogando). Acho que no meu peito tem tanta revolta, tem tanta raiva dessas pessoas, que no fundo, eles só estão rindo de nós, que nos preocupamos demais com o próximo. Estão rindo da gente, e nos chamando de fracos, por sentirmos amor pelos outros, e em sentir necessidade de ajudar quem precisa. Por que eles ajudariam alguém, se o legal da vida é escravizar e maltratar? Então, se sentir amor é sinônimo de fraqueza, eu quero ser fraca. Quero ser fraca pelo resto da minha vida.

Foto do terceiro passarinho que já caiu na minha sacada desde que fui morar com o Cassiel, estamos cuidando dele até que aprenda a voar ❤


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24 / set
Desabafo acerca do ser humano

Eu nunca fui a melhor pessoa do mundo. E talvez nem pretenda ser.
Mas a educação que tive permitiu que eu fosse uma pessoa justa. Sempre fui defensora dos mais necessitados, dos oprimidos, dos mais fracos, dos animais…  Nesses anos vividos, pode até parecer pouco, mas eu presenciei muita gente suja. Eu vi gente fazendo mal pra conhecidos, amigos e pra minha família. Um mal sem motivo, e todas as vezes por causa da maldita inveja. Gente que pra se beneficiar e ganhar o carinho dos outros, precisou mentir coisas horríveis, e muitos que eram do nosso convívio acreditou sem mesmo buscar saber a verdade. E tudo isso por inveja, inveja de ver uma família estruturada que deu certo (aliás, eu nunca tinha visto isso na vida). Meu pai sempre foi um cara muito honesto e batalhador, e merece o que tem hoje. Ele nunca pediu nada pra ninguém e sempre conquistou as coisas do zero, e minha mãe é uma mulher muito correta e corajosa, e deve ser por isso que eu herdei deles essa parte do “senso de justiça”.

Nos últimos meses vi pessoas próximas, queridas por mim e por eles, fazerem coisas absurdamente maléficas. Se eu contasse metade das coisas que eu vi, seria até difícil acreditar, pela extensão de podridão sucessiva que o negócio alcançou. Pra explicar isso melhor,  sabe aquele vilão que você acha que só existe na novela das oito? Você está errado, ele existe muito perto da gente.  Eles podem estar bem do nosso lado, e muitas vezes no nosso convívio, entrando na nossa casa, recebendo nosso carinho e amizade todos os dias. E mesmo quando essa pessoa vacila – uma, duas, até três vezes – a gente fica com pena, perdoa e segue em frente. Mas aí ela nos surpreende das maneiras mais reles que um ser humano pode atingir, só pra sentir o gosto de ser ruim, de ser do mal.

Eu sempre desprezei gente que sentia prazer em fazer bullying na escola, inclusive, até já apanhei por isso no passado. Já apanhei pra me defender, e apanhei pra defender os outros. Um dia eu pretendo falar mais a fundo sobre o que aconteceu, e tenho certeza que se eu fosse escrever sobre isso até poderia fazer um livro. O problema é que eu vivo me censurando pra tudo, e evito contar coisas da minha vida. Mas tem coisas que precisam ser compartilhadas, porque talvez isso possa ajudar quem passa pelo problema. Então, o meu primeiro passo é parar de me censurar por coisas bestas e começar escrever o que eu sinto.

Fui educada a minha vida toda por pessoas que me davam exemplos de honestidade todos os dias. Elas me ensinavam que eu nunca deveria passar por cima de alguém pra conseguir algo que eu queria, apesar de muitas vezes eu ter visto elas serem vítimas do “mal”, e mesmo assim ficavam “de boa”, e conquistavam tudo de novo. Isso eu sempre achei injusto com quem luta pra conseguir suas coisas, pra quem batalha todos os dias pra ter sua grana suada no final do mês. Não é só o dinheiro em questão, mas eu me pergunto muitas coisas a respeito disso. Por que eu tenho que compartilhar o mundo que vivo com gente assim?  Porque nunca acontece nada com essas pessoas? Muitos devem achar que eu sou revoltada com a vida escrevendo isso, mas e se fosse com você, você não se revoltaria? Eu só tenho visto gente se ferrando por causa dos outros, vi amigos, colegas, parentes, família… E eu não lembro de ter visto o final da história, de ver a pessoa que causou tudo levando o troco. Dizem que aqui se faz, aqui se paga. Será mesmo que paga? Ou a gente vai ter que esperar a morte pra saber? Pois esse é meu problema, creio que minha maior adversidade da vida: querer que o mundo inteiro saiba a verdade das coisas. Nessa trajetória de tentar mostrar ao meu próximo o quanto a pessoa X está manipulando todos, é onde parece que eu sou a doida da história. Essas coisas são as que me quebram no meio, e eu me pergunto: “Meu Deus, quando será que essa pessoa vai cair na real e ver quem é quem?”. Depois do dia de hoje, acho que definitivamente parei de acreditar nas pessoas. Talvez eu tenha colocado esse “acho” na frente, porque provavelmente eu perdoe um dia. E infelizmente eu sinto pena das pessoas e quero ajudar. Esse é o lado ruim de querer ser sempre uma pessoa bondosa.


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